O NATAL É UMA GRANDE TRETA

Eis a época em que todos os cristãos se tornam bonzinhos e os dogmáticos usam o chavão: Paz na Terra aos homens de boa vontade. Mas, qual paz, e qual boa vontade? …

Nesta época festiva, no dia 25 de Dezembro, os poderosos do Mundo param as guerras, e há tréguas, para que os soldados possam festejar nesta noite, o nascimento do menino enviado por Deus, que veio este planeta salvar a humanidade! … No dia 26, reatam-se os tiros, e o monstro da morte, devora de novo as trincheira…
Ah! Pobre menino!... Natividade inventada por farsantes Hollywoodianos…nascimento imaculado, mãe virgem, menino nascido sem que a mãe tenha dado uma queca???? Cientificamente impossível!!!...

Pregado numa cruz aos 33 anos, e o seu intento de salvar-nos dos nossos pecados? … Se somos feitos a imagem de Deus, porque é que somos pecadores?... (O bem e o mal está em nós)

Jesus místico, que andou pregando o amor, entre pessoas humildes: pescadores, prostitutas, pobres, enfermos, e, lembrando, Fernando Pessoa que escreveu estes versos: Não consta que Jesus tivesse conta bancária, nem biblioteca!...

Estes grandes teólogos, reis em templos majestosos, que defendem a doutrina humilde do carpinteiro, mas vivem na maior abundância, pregando de forma falaciosa aos homens, o abandono de bens terrestres, a favor do bem espiritual? (Gentes que defendem as suas religiões, mas nunca cumprem os seus mandamentos?)

Será que o Papa, através do pai natal, ira enviar papinhas aos famintos do Mundo, em vez de enviar mensagens esclerosantes dês da sua janela na Praça de São Pedro?...

Um pai Natal racista, que só passa com as suas estúpidas renas nas casas dos que menos necessitam e baixa pela chaminé?... Caramba!... Pobre nem tem para comer, milhares dormem ao relento… como é que podem ter chaminés?... Alguma vez ele parou em São Vicente, e nas outras ilhas, nas “Ilhas de Madera? Em” Calcutá?... em Bangladesh?... e, em todas as favelas espalhadas por este Mundo fora? …

Mentira de barbas brancas que hipocritamente está presente nas lojas… e, os comerciantes facturando, e o rebanho consumindo, consumindo… e há crise neste Planeta doente, onde existe comida suficiente que chega para erradicar a fome no Mundo…

A Gronelândia, os glaciares, estão morrendo com o aquecimento global, as Maldivas vão desaparecer da face da Terra, as nossas espécies animais, vegetais… as belas paisagens que cada dia que passa desaparece neste belo mas mal amado Planeta! …

Virá o dia (Todos morremos!... Mas da nossa própria estupidez, é inconcebível!) em que nós também vamos desaparecer… Talvez, toda a vida na Terra, por não termos pensado, que dinheiro não se come, e, este milagre, que é o nosso Planeta, nunca foi dos nossos pais, não nos pertence a nós, mas sim, nos foi emprestado pelos nossos filhos, e os nossos netos, homens e mulheres da posteridade.


EXPO NA LIVRARIA NHÔ EUGÉNIO


Hoje dia 3 de Dezembro, na livraria Nhô Eugénio na Praia, Vernissage de Artes Plásticas as 18 Horas com artistas nacionais e internacionais.


Curadoria: Abraão Vicente.



AVAREZA

Pintura: Lucien Freud

A avareza é uma doença da alma...
VM.

LEITURA PARA JOVENS E MENOS JOVENS


Essa é uma das obras mais importantes do século XX, Wilhelm Reich, lutou pela liberdade do "Homem Comum " publicou vários livros, entre eles O Assassinato de Cristo e A Função do Orgasmo, obra que se tornou referência para a psicologia moderna.
Escuta, Zé Ninguém! não é um documento científico, mas humano. Foi escrito no Verão de 1946, para os arquivos do Instituto Orgone, sem que se pensasse, então, em publicá-lo. Resultou da luta interior de um cientista e médico que, durante décadas, passou pela experiência, a princípio ingênua, depois cheia de espanto e, finalmente, de horror, do que o Zé Ninguém, o homem comum, é capaz de fazer de si próprio, de como sofre e se revolta, das honras que tributa aos seus inimigos e do modo como assassina os seus amigos. Sempre que chega ao poder como “representante do povo”, aplica-o mal e transformado em qualquer coisa ainda mais cruel do que o sadismo que outrora suportava por parte dos elementos das classes anteriormente dominantes. Escuta, Zé Ninguém! representa uma resposta silenciosa à intriga e à difamação. Ao ser escrito, ninguém podia compreender que certas entidades governamentais com missão de proteger a saúde pública fossem capazes, em conluio com politiqueiros, de atacar o trabalho de investigação do Instituto Orgone. A tentativa, no ambiente de peste emocional de 1947, de destruir o Instituto (não com provas de erro ou crime, mas atacando a sua honra) levou a publicar, como documento histórico, Escuta, Zé Ninguém!. As circunstâncias mostravam ser necessário, ao homem comum, saber o que se passa nos bastidores de um laboratório científico e, ao mesmo tempo, verificar o que pensa a seu respeito um psiquiatra experiente. Que conheça a realidade, único modo de vencer a desastrosa paixão pelo poder que tanto o obceca. Que lhe seja dito, sem rebuço, que responsabilidade assume, quando trabalha, ama, odeia ou difama. Que entenda como se chega ao fascismo, negro ou vermelho, ambos igualmente perigosos para a segurança dos vivos e para a proteção de nossos filhos. Isso, não apenas porque tais ideologias, vermelhas ou negras, são intrinsecamente assassinas, mas também por transformarem crianças saudáveis em adultos mutilados, autômatos e moralmente dementes. Pois dão preferência ao Estado sobre a justiça, à mentira sobre a verdade, à guerra sobre a vida. Para o educador, para o médico, existe apenas uma fidelidade: ao que há de vivo na criança e no doente. Se esta fidelidade for estritamente respeitada, até os grandes problemas da “política externa”, encontram uma solução simples. Esta “conversa” não pretende apresentar receitas existenciais. Simplesmente, descreve as tempestades emocionais por que passa um homem produtivo e satisfeito. Não visa convencer, aliciar ou conquistar ninguém. Visa, sim, retratar a experiência, como um guache pinta uma tempestade. O leitor não é chamado a testemunhar-lhe simpatia. Pode ler ou não ler. Não encerra quaisquer intenções ou programas. Visa unicamente facultar ao pesquisador e ao pensador o direito ao sentimento e a reação pessoal, nunca disputado ao poeta e ao filósofo. É um protesto contra os desígnios secretos e ignotos da peste emocional que, bem entrincheirada e em segurança, vem capciosamente envenenando o investigador honesto e corajoso com as suas setas ervadas. Mostra como é a peste emocional, como funciona e entrava o progresso. Testemunha ainda a confiança na inexplorada riqueza que se oculta na “natureza humana”, pronta a servir as esperanças do homem

somos todos criticos de qualquer coisa


Na nossa sociedade existem pessoas que criam mitos a volta de figuras que consideram e veneram como “Génios”…

“Génios” intocáveis… Ousa criticar a estes ditos génios! …

Mesmo sendo de forma construtiva, serás atirado na fogueira da inquisição dos filhos da puta anónimos…

LOS COITES AUIEN PERO LA LUNA PASA !

AOS MAUS LEITORES




"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno.


Nietzsche

ALBERT CAMUS

Liberdade é uma possibilidade de ser melhor, enquanto que escravidão é a certeza de ser pior.



Faz 50 anos, morreu este grande escritor e filosofo francês:
Albert Camus nasceu em Mondovi Argelia, onde estudou; ainda muito jovem adoeceu com tuberculose, forçando-lhe a continuar os seus estudos em parte-time. Em 1934, aderiu ao partido comunista francês, mas logo se viu em apuros por ter sido denunciado como trotskista. Ao longo de sua vida, Albert Camus sempre foi um activista. Passou toda a sua vida opondo fortemente contra à pena capital. Durante a guerra, entrou para o grupo da Resistência Francesa Combat. Em 43, Camus tornou-se editor do jornal Combat e, quando os Aliados libertaram Paris, Camus fez um relatório sobre o último dos combates. Tornou-se familiar como escritor existencialista ao lado de Jean- Paul Sartre, Mas ao contrario de Sartre recusou apoiar Josef Stalin, e todo o tipo de totalitarismo….
Os Escritos de Camus refletem sobre a experiência do absurdo na condição humana. Em 1942, publica O Estrangeiro talvez o livro mais conhecido de Camus, mais tarde A Peste, O Mito de Sisifus, etc..
Arco da velha não podia deixar passar em branco esta efeméride sobre um dos grandes intelectuais franceses premio Nobel da Literatura que tragicamente morreu há 50 anos vitima de um desastre de automóvel.

Uma curiosidade sobre o acidente de automóvel: Camus não Deveria ter feito uma viagem para Paris de carro junto com os Gallimard (Michel, Janine ea filha deles Anne). Ele iria fazer esta viagem com o poeta René Char, de trem. Mas por insistencia de Michel ele resolve ir de carro com eles. Char também foi convidado, mas não quis lotar o carro, além de já haver comprado sua passagem (Camus também já tinha seu bilhete de trem comprado quando foi convencido a ir de carro). No acidente de automóvel o Facel-Vega de Michel se espatifou em uma árvore. Apenas Camus morreu na hora. Michel morreu no hospital 5 dias depois. O relógio do painel do carro parou no instante do acidente: 13h 55min.

ECONOMIA


NESTA IMAGEM ESTÁ TUDO DITO

POESIA

Pintura e poema : Tchalê


Tigre fraco
Selva moribunda
Ratos na politica fazendo piruetas
Touro onírico padece de insónia

OCTAVIO PAZ - POETA MEXICANO




ESCRITO COM TINTA VERDE

A tinta verde cria jardins, selvas, prados,

folhagens onde gorjeiam letras,

palavras que são árvores,

frases de verdes constelações.


Deixa que minhas palavras, ó branca, desçam e te cubram

como uma chuva de folhas a um campo de neve,

como a hera à estátua,

como a tinta a esta página.


Braços, cintura, colo, seios,

fronte pura como o mar,

nuca de bosque no outono,

dentes que mordem um talo de grama.


Teu corpo se constela de signos verdes,

renovos num corpo de árvore.

Não te importe tanta miúda cicatriz luminosa:

olha o céu e sua verde tatuagem de estrelas
.

Guerra!


É necessário fazer guerra para ter Paz como afirmam alguma potencias, ou a guerra é, uma forma de enriquecer vendendo armas?

Quem cria guerras no Mundo?... não são as grandes potencias para defender os seus interesses?

Melhor resposta vai beber um copo com a malta no Arco

Mais um cheiro do meu proximo Livro




- Depois de algumas paragens nas ruas do Mindelo para falar com pessoas conhecidas retomo o meu destino subindo pela rua que vai desembocar na Praça Nova subitamente vem ao meu encontro… mais rápido que uma bala de pistola o louco mais chato da cidade. É o chanfrado Girinoia que, num Italiano com sotaque Siciliano olhos esbugalhados de demente; fedendo a urina, pleno de feridas nos braços e nas pernas iguais as sarnas dos cães vagabundos que pululam nesta cidade… remata: “Papá! … cinquenta escudi per prendere la collazzione! …” – Porra!!!!.. - “Ma… Girinoia… Per favore… no romppe i collionne… – Francamente! Repugna-me o aspecto andrajoso do homem também seu cheiro nauseabundo mas corajosamente retenho o ar e, retirando rapidamente uma moeda de cinquenta escudos da algibeira coloco-a cuidadosamente na palma da mão suja do marado. Resmungando coisas sem pé nem cabeça agradecendo de forma brusca sai pela rua a baixo em altos solilóquios…
– Será que a loucura é um dom, que Deus, deu a essa gente?... Será que os loucos são anjos que andam aqui na terra disfarçados de párias?...
– Merda!... Para com esta ponderação António!... Tu és ateu não acreditas em histórias da carochinha!
- Na pomposa casa colonial construída nos fins do século 19 pelos britânicos onde ficam os correios entro no longo corredor adentro cheirando a detergente dirijo-me directamente ao balcão dos selos para cumprimentar Maria dos Sorrisos mulata linda de morrer que por várias vezes tentei engatar com conversa fiada e poemas de Pablo Neruda enviados via Internet… Mas porra!... A gaja não vai na conversa! A “safada” é mesmo dura de roer. – “ Olá Maria! Tudo bem contigo? – Olhando profundamente nos meus olhos com os seus enormes olhos verdes feito esmeraldas ela sorri e é como se um enorme sol nascesse de repente no meu coração desejoso de aventuras com ela. Abrindo a bela boca com uns lábios para beijar e morrer, com um sorriso único ela exibe uns impecáveis dentes brancos, tão brancos, como as nuvens de Outubro; de seguida graceja: “António meu malandro!... Será que andas zelando com esmero pelo bem-estar das tuas namoradas?...” – “Bo e prigoso! Moço! …” – Diz a flor em crioulo e eu, dando uma de doido finjo não escutar as irónicas palavras desta musa que desejo dias há levar para a cama… Sem jeito saco um molho de chaves das calça de kaky americana despego-me dela simulando beijos no ar e, com o coração a bater de amor dirijo-me para um outro corredor onde repousam as velhas caixas postais dos tempos de Caniquinha. Mecânicamente vou ao receptáculo numero 86 velha caixa postal da nossa família há mais de meio século e, introduzindo a minúscula chave na fechadura abro a portinhola; insiro a minha mão esquerda no vazio… tacteando as cegas apercebo que um vento quente que sopra vindo de algures faz com que os pelos do meu braço electrificados se arrepiem… Meu corpo estremece, mas continuo tacteando dentro da caixa até identificar alguns papeis e envelopes que retiro e começo a ler um por um. Entre eles, um talão todo machucado e sujo que desperta a minha curiosidade. De seguida, leio e… releio-o… – “Carta registada e embrulho proveniente da Índia para o senhor António Pereira, tem a pagar 50 escudos de selo postal...